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Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu é um dos destaques gastronômicos do Paleta Atlântida Estrela neste sábado, 30. Trazido da Amazônia, o exemplar preparado pelo chef Lara pesa cerca de 65 quilos e deve render aproximadamente 400 porções ao público.
O preparo começou ainda durante a madrugada. Às 2h, o peixe foi colocado para assar. O processo leva cerca de 12 horas e exige acompanhamento constante da equipe. Segundo o chef, o principal desafio está no controle da temperatura.
“Tem todo um trabalho para abrir o peixe rente aos ossos e manter um fogo baixo. Não pode ser forte demais para não queimar, mas também não pode ser fraco a ponto de comprometer o preparo. É um controle bem atípico”, explica.
Apesar do tamanho impressionante, Lara observa que o exemplar utilizado no evento é considerado pequeno para os padrões da espécie. “Este tem cerca de 65 quilos, mas um pirarucu pode ultrapassar os 120 quilos”, destaca.
Além de chamar a atenção pelo porte, a escolha do ingrediente busca valorizar a diversidade da culinária brasileira. “A ideia é apresentar um peixe brasileiro de água doce, bonito, muito saboroso e ainda pouco conhecido por parte do público do Sul do país”, afirma.
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