Outra medida mais adequada para avaliar tendências, o resultado acumulado em 12 meses, embora tenha alcançado alta de 1,6% em agosto, ligeiramente acima da elevação de 1,5% em julho, também mostra uma trajetória de contração da atividade. Nesta métrica, a queda é contínua desde maio de 2025, quando o IBC-Br havia subido 4,2%.
Depois do IBC-Br de agosto, as projeções para a evolução da economia no terceiro trimestre passaram a apontar contração. As estimativas de encolhimento do PIB no período julho-setembro variam de 0,1% a 0,6%.
Para o quarto trimestre, as previsões ainda são de ligeiro crescimento. Mas, com base no quadro de desaceleração da atividade, as estimativas para a alta do PIB em 2026 estão em revisão para baixo.
O avanço no ano pode ser menor do que 1,8%, agora a aposta da maioria. Para 2027, as expectativas de mercado já estão recuando de elevação de 1,5% para 1,2% ou mesmo 1%.
Números divergentes
Em agosto, o crescimento do IBC-Br foi puxado pela indústria, que evoluiu 0,9% acima do resultado de julho. A contribuição da agropecuária foi negativa, apresentando queda de 1,8%, enquanto os serviços registraram alta de 0,2% no mês.













