Milhares de pessoas ocuparam a orla da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (18), durante um grande ato musical em defesa do Estado democrático de direito e de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Convocado pelo compositor Caetano Veloso, o encontro reuniu nomes consagrados da Música Popular Brasileira e novas vozes do cenário artístico nacional.
A mobilização transformou a tradicional avenida à beira-mar em um palco de manifestações políticas e culturais. Ao longo de toda a tarde, artistas e participantes enfatizaram a preservação das liberdades civis, a valorização das conquistas sociais e a proteção das instituições, conforme registrado pela Agência Brasil durante a cobertura dos atos na capital fluminense.
Vozes da cultura e a defesa da democracia no calçadão
Ao discursar para o público presente, Caetano Veloso relembrou episódios de perseguição política no período autoritário do país, ressaltando a relevância da mobilização coletiva permanente. O cantor pontuou que foi preso durante a ditadura militar ao lado de Gilberto Gil e outros companheiros de ofício, frisando que diversos criadores sofreram agressões semelhantes e que a presença popular nas ruas atua diretamente como resistência diante de eventuais ameaças institucionais.
O cantor e compositor Djavan sublinhou o valor da soberania brasileira diante de ingerências externas. Em tom de celebração à capacidade de mobilização popular, a cantora Duda Beat exaltou a expressiva presença da multidão à beira-mar, enfatizando a força da unidade coletiva em prol da ordem democrática. O evento também contou com apresentações e manifestações públicas de Marina Sena.
Debate político e o papel dos movimentos sociais
A atriz Leticia Sabatella defendeu a continuidade dos avanços sociais obtidos pela população nos últimos anos. Em sua fala, pontuou as diferenças estruturais entre os projetos em disputa, contrastando visões que exaltam períodos autoritários com programas voltados à consolidação de políticas públicas e bem-estar social.
Representando a juventude organizada, o diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Alejandro Guerrero, deslocou-se do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro para integrar a mobilização. O dirigente estudantil classificou o cenário eleitoral como um momento decisivo, dividindo as forças entre a soberania nacional e projetos alinhados à entrega de patrimônios públicos.
Mobilização popular ocupa a Praça da Candelária pela manhã
As manifestações deste domingo não ficaram restritas à orla de Copacabana. Mais cedo, durante o período da manhã, milhares de trabalhadores e estudantes participaram de um ato político na tradicional Praça da Candelária, no centro financeiro da capital, coordenado pelo movimento Juventude na Rua pela Democracia.
Entre os participantes na Candelária estavam o casal Bráulio Martins, de 33 anos, e Laura Guimarães, de 27 anos, acompanhados pelo filho Ícaro, de 5 anos. Laura, esteticista e empreendedora, relatou o impacto positivo de programas de transferência de renda em momentos de luto e vulnerabilidade familiar após a perda da mãe em 2021.
No mesmo local, a estudante de artes visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Andressa da Paz, de 24 anos, apontou o sucateamento estrutural enfrentado pelas instituições federais de ensino superior em administrações anteriores na Ilha do Fundão, compartilhando expectativas positivas para a votação que definirá os rumos políticos do país.













