Durante sabatina realizada pela TV Globo, o candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. O senador afirmou que a invasão aos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios não passou de uma farsa armada para afastar seu pai da vida política.
A entrevista também abordou temas centrais da campanha presidencial, incluindo segurança pública, economia e propostas legislativas, marcando momentos de forte polarização e questionamentos sobre declarações passadas do candidato.
Posicionamento sobre a escala 6×1 e direitos trabalhistas
Após meses de oposição ao fim da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso, Flávio Bolsonaro declarou voto favorável à medida aprovada no Senado. O candidato argumenta que ouviu trabalhadores em diversos estados e defende que o cidadão tenha liberdade para montar sua própria jornada profissional.
Apesar da mudança de postura em relação à pauta, o parlamentar assegurou que pretende manter integralmente a legislação trabalhista vigente caso seja eleito para o cargo máximo do Executivo federal.
Abordagem sobre narcoterrorismo e o desarmamento
No setor de segurança pública, o candidato reiterou a promessa de classificar facções como organizações narcoterroristas, embora não tenha detalhado os impactos práticos da medida. A proposta de alteração na lei do desarmamento também foi defendida como forma de ampliar o acesso legal a armas.
Questões espinhosas, como o projeto que retira a marcação de cápsulas de balas das forças de segurança e as relações com políticos do Rio de Janeiro associados ao crime organizado, foram tratadas com cautela pelo presidenciável, que evitou aprofundar os vínculos políticos apontados.
Economia, privatizações e divergências sobre dados oficiais
Na pauta econômica, o plano apresentado inclui a redução da dívida pública por meio da venda de imóveis abandonados e a exploração de recursos na margem equatorial. Contudo, projeções técnicas indicam divergências cronológicas em relação ao início real da exploração energética.
O candidato também projetou a extinção de ministérios e a redução de cargos públicos, pautas que encontram contrapontos em levantamentos históricos sobre a gestão anterior, que registrou ampliação nos quadros comissionados durante o período de governo analisado.













