Governo envia comitiva de ministros ao Amazonas para acompanhar incêndios florestais | Brasil


O governo federal enviará no domingo (18) uma comitiva de ministros e técnicos ao Amazonas para acompanhar a situação dos incêndios florestais e coordenar novas ações de combate às chamas. Desde o início do mês, o Estado registra quase o dobro de focos de incêndio que em todo outubro de 2025, enquanto a fumaça encobre a capital.

Participarão da missão os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Defesa, José Múcio Monteiro; e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Também estarão presentes equipes técnicas dos órgãos federais envolvidos nas operações.

Neste sábado (17), o governo anunciou novas medidas para combater os incêndios. O número de aeronaves foi ampliado de 11 para 16, e as operações passaram a contar com o apoio da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das Forças Armadas.

Na próxima terça-feira (20), será instalada em Manaus uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), informou o governo.

Desde o início das operações de apoio federal, em 9 de outubro, foram lançados cerca de 600 mil litros de água. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contabiliza 317 incêndios extintos desde o início da temporada.

Na sexta-feira (16), a nove dias do segundo turno das eleições, o governo Lula (PT) divulgou dados sobre o desmatamento no país. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Amazônia registrou 3.335 km² de área desmatada, o menor índice da série histórica iniciada em 1988. Naquele ano, a área desmatada superou 21 mil km². O Cerrado também apresentou o menor índice da série histórica, iniciada em 2001.

A divulgação dos dados ocorreu horas antes de o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmar, em sabatina à TV Globo, que o governo registra recordes de destruição da Amazônia. A declaração do senador, no entanto, diverge dos números do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).



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