Alexandre de Moraes determina bloqueio de bens do advogado Willer Tomaz

Alexandre de Moraes determina bloqueio de bens do advogado Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até seis bilhões de reais do advogado Willer Tomaz. A ordem judicial atinge bens móveis, imóveis, embarcações e aeronaves vinculadas ao investigado, além de impor restrições severas às suas atividades econômicas e corporativas.

A decisão foi acompanhada pela quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do alvo, bem como pela suspensão de seus passaportes. As determinações alcançam também empresas ligadas ao profissional e estendem-se a averiguações sobre movimentações financeiras internacionais, conforme apurou a Agência Brasil.

Investigação sobre lavagem de dinheiro e operação policial

A ofensiva contra o advogado decorre de apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Os indícios apontam conexões com negócios envolvendo plataformas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, e transações sob escrutínio das autoridades competentes.

As medidas cautelares foram intensificadas após registros de viagens internacionais realizadas pelo investigado após ser alvo de mandados de busca e apreensão. A investigação principal examina descontos indevidos aplicados em benefícios previdenciários de aposentados.

Comunicação aos órgãos de controle e cooperação

Diversos órgãos fiscalizadores foram acionados para cumprir as restrições patrimoniais impostas pela Suprema Corte. O Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras receberam ordens diretas para paralisar movimentações financeiras.

Com a quebra de sigilo autorizada, instituições financeiras deverão repassar dados detalhados sobre contas e operações, incluindo ramificações societárias no exterior, a exemplo de estruturas mantidas em território português.

Contexto político e desdobramentos públicos

O nome do advogado ganhou repercussão no cenário político durante o período de campanhas eleitorais, devido a vínculos de proximidade com o senador Flávio Bolsonaro. Em declarações públicas anteriores, o parlamentar pontuou que mantém apenas laços de amizade de cunho pessoal, negando qualquer envolvimento em transações comerciais.

A defesa do investigado ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas determinações impostas pela Justiça brasileira, e o espaço permanece aberto para esclarecimentos futuros.

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