A oitava edição da Mostra Competitiva de Cinema Negro Adelia Sampaio chega para movimentar a agenda cultural com uma programação robusta que atravessa diferentes gerações de realizadoras. O evento, que tem início marcado para o dia nove de novembro no Cine Brasília, destaca produções plurais que colocam em evidência narrativas históricas e contemporâneas do cinema negro nacional e internacional.
Neste ano, a seleção oficial reúne quarenta títulos entre curtas, médias e longas-metragens. Os filmes representam quinze estados brasileiros, além do Distrito Federal, e contam com participações internacionais de países como Mali, Burkina Faso, Senegal e Cuba, ampliando o diálogo sobre as diásporas e identidades negras através da sétima arte.
Abertura e resgate histórico no Cine Brasília
A noite inaugural será marcada por exibições especiais que celebram a trajetória de grandes nomes da direção cinematográfica. Entre os momentos mais esperados do evento está a apresentação inédita do curta-metragem Agora um Deus Dança em Mim, assinado por Adelia Sampaio e recentemente restaurado pela Cinemateca Brasileira após mais de quatro décadas desaparecido.
A obra utiliza registros de um solo da bailarina Tatiana Cobbett para refletir sobre a escassez de espaços dedicados à dança no país. A programação da noite também contempla a exibição do filme Quase da Família, dirigido por Joyce Prado, obra que aborda a luta pela regulamentação da profissão de trabalhadora doméstica no Brasil.
Literatura e memórias da infância
Além das projeções na UnB, a programação cultural reserva espaço para a literatura com a estreia literária da cineasta Adelia Sampaio. No dia dez de novembro, a homenageada lança a obra infantojuvenil Voos e Sonhos de uma Borboleta, um relato poético inspirado em passagens marcantes de sua própria infância e trajetória pessoal.
A autora, que fez história em mil novecentos e oitenta e quatro ao se consolidar como a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no país com Amor Maldito, compartilha com o público memórias desde o período em que viveu em instituições na região metropolitana até sua descoberta apaixonada pela sétima arte.
Programação e serviços
As atividades da mostra seguem ocupando espaços acadêmicos e culturais ao longo da semana, promovendo debates e exibições gratuitas para o público. A curadoria busca enaltecer o papel fundamental de trabalhadoras e realizadoras na construção da identidade cultural brasileira, conectando passado e presente por meio de exibições e encontros formativos.
- Abertura oficial marcada para o dia nove de novembro no Cine Brasília
- Exibições e debates no Anfiteatro dez da UnB entre dez e quatorze de novembro
- Lançamento literário agendado para a tarde do dia dez de novembro
















