A presidente da seção da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Ana Tereza Basilio, manifestou publicamente nesta terça-feira (6) a necessidade de uma resolução urgente por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação ao pleito estadual. A demanda surge após o Ministério Público Eleitoral (MPE) emitir parecer favorável à desistência de um recurso apresentado pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos), que teve sua candidatura indeferida anteriormente.
A celeridade solicitada pela entidade visa garantir a estabilidade institucional e a clareza sobre o processo eleitoral fluminense. Segundo a representante da OAB-RJ, a indefinição atual gera um cenário de insegurança jurídica que afeta diretamente a percepção da sociedade sobre a lisura do pleito e o futuro administrativo do estado.
Segurança jurídica e o desfecho do pleito
A expectativa da classe jurídica é que o colegiado do TSE delibere sobre o caso antes do prazo estabelecido para a realização do segundo turno. A homologação da desistência do recurso de Anthony Garotinho é o ponto central que pode alterar o destino da disputa pelo governo do estado, impactando diretamente a necessidade de uma nova rodada de votação nas urnas.
Caso o tribunal acate o pedido de desistência, os votos atribuídos a Garotinho — que totalizaram 274.411 sufrágios, ou 3,17% do total — serão anulados definitivamente. Como o nome do candidato permaneceu nas urnas devido ao cronograma de fechamento do sistema eletrônico, a exclusão desses votos altera o cálculo dos votos válidos, podendo conferir a vitória a um dos candidatos ainda na primeira etapa do processo eleitoral.
Cenário de disputa e contagem de votos
Os dados atuais colocam Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) como os principais protagonistas da disputa. Ruas alcançou 4.271.199 votos, o que representa 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes obteve 3.706.984 votos, correspondendo a 42,76%. A anulação dos votos de Garotinho é o fator determinante para verificar se Douglas Ruas alcançará a marca de 50% mais um dos votos válidos, conforme estabelece a legislação para a vitória em primeiro turno.
A situação permanece sob análise rigorosa do TSE, que aguarda a homologação formal para proceder com a recontagem oficial. Enquanto a decisão não é proferida, o estado do Rio de Janeiro vive uma expectativa sobre a definição do seu próximo governador, dividindo-se entre a possibilidade de encerrar o pleito agora ou seguir para o segundo turno.













