Uma operação da Polícia Militar deflagrada nas comunidades do Timbau e Baixa do Sapateiro, situadas no Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, resultou em um cenário de violência com o registro de um óbito e dez pessoas feridas. Entre os feridos, encontra-se um agente da corporação. Todas as vítimas foram encaminhadas ao Hospital Federal de Bonsucesso, onde uma delas permanece em estado grave.
Impacto da operação policial na rotina da Maré
A ação, que teve início nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (28), provocou interrupções severas nos serviços públicos da região. Segundo a Secretaria de Educação da capital, 41 unidades escolares municipais foram impactadas, enquanto duas escolas da rede estadual precisaram encerrar as atividades. Na área da saúde, quatro unidades de Atenção Primária suspenderam o atendimento para garantir a segurança de profissionais e usuários.
Durante o confronto, dois ônibus que transportavam alunos da Escola Eleva para uma excursão foram interceptados por criminosos. Os veículos foram utilizados como barricadas para dificultar a progressão das forças de segurança. Após a intervenção dos policiais militares, os estudantes foram transferidos para outros coletivos e seguiram viagem em segurança.
Estratégia e apreensões das forças de segurança
A Secretaria de Estado da Polícia Militar informou que a operação mobilizou cerca de 200 agentes de unidades especializadas, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e o Batalhão de Ações com Cães (BAC). O suporte tático incluiu o uso de aeronaves e sete veículos blindados.
O balanço oficial da corporação aponta a apreensão de 12 fuzis e cinco pistolas, além de granadas, munições e entorpecentes. Um veículo também foi recuperado durante a ação. O objetivo declarado pela instituição é o combate ao tráfico de drogas e a repressão à circulação de armamento ilegal na área, conforme detalhado em informações da Agência Brasil.
Monitoramento de direitos e ações em Jacarepaguá
A ONG Redes da Maré acompanha o desenrolar da operação e mantém um plantão para acolhimento de moradores. Os dados coletados sobre possíveis violações de direitos são encaminhados ao monitoramento do Grupo de Trabalho da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, a ADPF das Favelas, que busca reduzir a letalidade policial em intervenções no estado.
Paralelamente, a zona sudoeste do Rio também registrou movimentação policial. Na Cidade de Deus, agentes do 18º BPM realizaram uma operação para coibir roubos de veículos. Assim como na Maré, criminosos utilizaram ônibus como barricadas para obstruir vias, prejudicando o trânsito local. Não houve registro de apreensões nesta ação específica.













