O Governo de São Paulo enviou 11 mil litros de líquido retardante de chamas para auxiliar as frentes de combate aos incêndios florestais no Amazonas. A substância chegou ao estado do Norte brasileiro para fortalecer o trabalho logístico e operacional da Defesa Civil amazonense nas áreas críticas.
As equipes utilizaram cerca de 1,2 mil litros do produto em uma operação aérea no município de Itacoatiara no último sábado (17). O material viajou em duas caminhonetes adaptadas até o aeródromo local e foi depositado em um reservatório de 5 mil litros de água estruturado para abastecer o avião responsável pelo despejo.
Força-tarefa paulista contra incêndios florestais no Amazonas
A melhoria da visibilidade na região permitiu o sobrevoo e o lançamento seguro da solução sobre a mata. A contenção dos incêndios florestais no Amazonas ganha eficiência com o uso aéreo porque o avião atinge focos inacessíveis para o grupamento terrestre.
O contingente mobilizado na área conta com 25 bombeiros de São Paulo atuando diretamente nas cidades de Itacoatiara e Itapiranga. O grupo militar realiza ações de supressão das labaredas e o mapeamento tático de áreas florestais densas.
Mecanismo químico e proteção vegetal
A mistura aquosa forma uma barreira protetora física sobre folhas, galhos e capim seco, dificultando a rápida combustão de todo o material orgânico. A tática não substitui o trabalho braçal de campo contra os incêndios florestais no Amazonas, operando como um recurso complementar para diminuir a intensidade térmica.
O território paulista já emprega essa mesma tecnologia habitualmente durante o período de estiagem severa. A iniciativa integra as diretrizes de prevenção da Operação São Paulo Sem Fogo, que articula múltiplos órgãos estaduais na resposta imediata aos danos ambientais.
O lançamento pelo ar viabiliza a chegada de recursos de contenção em territórios onde a seca extrema e as barreiras geográficas impedem o trânsito das viaturas convencionais. A cooperação técnica interestadual cria uma frente de defesa sólida para sufocar as linhas de fogo mais intensas dos incêndios florestais no Amazonas.













