Cruzeiro inicia trajetória inédita no continente
O Cruzeiro escreve um novo capítulo em sua história ao participar pela primeira vez da Libertadores Feminina. O clube mineiro, que já ostenta dois títulos continentais no futebol masculino, busca agora consolidar seu nome entre as potências da modalidade feminina. A estreia ocorre nesta sexta-feira, às 21h, contra a LDU, em Quito, no Equador.
O confronto será realizado no Estádio Casa Blanca, casa da equipe equatoriana. Além do anfitrião, o Grupo C conta com a presença do Bolívar, da Bolívia, e do Olimpia, do Paraguai. A equipe celeste garantiu sua vaga na competição após conquistar o vice-campeonato brasileiro na temporada anterior.
Desafios físicos e adaptação do elenco
O técnico Jonas Urias enfrenta um cenário complexo para a estreia, marcado por uma série de desfalques importantes. O elenco sofre com lesões de ligamento cruzado anterior (LCA), que afastaram nomes como as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene. Recentemente, a goleira Cláudia também foi cortada devido a uma lesão na coxa direita.
Para suprir as ausências, a diretoria agiu rapidamente e inscreveu a goleira Taluane, vinda do América-MG. Apesar das baixas, o clube comemora o retorno da atacante Letícia Ferreira, artilheira da equipe em 2025 com 27 gols, que estava afastada após uma cirurgia no ombro. A expectativa é que Camila Rodrigues assuma a titularidade na meta celeste.
Brasil na história da Libertadores
Com a entrada do Cruzeiro, o Brasil atinge a marca de 15 clubes diferentes a disputar o torneio em 18 edições. O país possui um histórico vitorioso, com cinco agremiações que já levantaram a taça: Corinthians, São José, Santos, Ferroviária e Palmeiras. O domínio paulista é evidente, somando oito representantes ao longo dos anos, enquanto o Cruzeiro se torna o primeiro clube mineiro a integrar a lista.
A presença brasileira se estende por diversos estados, incluindo Amazonas, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Embora equipes como Foz Cataratas e Iranduba tenham chegado perto da glória máxima, o país segue como uma das maiores forças do continente, consolidando o futebol feminino nacional como referência técnica.
Palmeiras mantém ritmo de vitória
Enquanto o Cruzeiro se prepara, o Palmeiras já deu o primeiro passo na competição. As Palestrinas venceram o Universitario, do Peru, por 1 a 0, com gol de Brena. A equipe paulista, campeã em 2022, lidera o Grupo B e se prepara para o próximo desafio contra o Belgrano, da Argentina, no domingo.
A partida também evidenciou os desafios da altitude de Quito, que atingiu 2.850 metros. O desgaste físico foi visível, exigindo suporte médico para atletas em campo. O Palmeiras, sob comando de Rosana Augusto, busca o equilíbrio necessário para avançar às fases decisivas, mesmo lidando com ausências disciplinares e lesões graves, como a da lateral Ana Guzmán.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br













