Ministério Público acusa médica pela morte de paciente em lipoescultura

Ministério Público acusa médica pela morte de paciente em lipoescultura

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro levou à Justiça uma denúncia formal contra a profissional responsável por um procedimento estético que resultou no óbito de uma paciente. O caso ocorreu após a realização de uma lipoescultura em uma unidade de saúde localizada na região metropolitana fluminense.

A acusação aponta que a intervenção cirúrgica apresentou graves falhas técnicas e estruturais, levantando debates sobre a segurança em procedimentos estéticos e a fiscalização de profissionais da área da saúde. Mais detalhes podem ser consultados na Agência Brasil.

Perfuração e agravamento do quadro clínico

Conforme a apuração do órgão ministerial, durante a cirurgia ocorreram lesões em órgãos internos da paciente. Relatos indicam que os sinais de alerta apresentados logo após o procedimento não receberam a devida urgência no atendimento.

A transferência para uma unidade hospitalar de maior complexidade ocorreu apenas após a deterioração significativa do estado de saúde. O falecimento foi confirmado dias depois em decorrência de complicações infecciosas graves.

Ausência de especialização e estrutura inadequada

As investigações apontaram que a profissional envolvida não possuía a titulação exigida para a realização específica de cirurgias plásticas. Além disso, o estabelecimento onde ocorreu a intervenção carecia de suporte tecnológico e de infraestrutura para emergências médicas.

O histórico da profissional também foi alvo de destaque pelos promotores responsáveis pelo caso. Foram apontadas outras ocorrências com graves consequências para a saúde de pacientes em intervenções anteriores conduzidas pela mesma médica.

Posicionamento dos órgãos oficiais

O poder judiciário determinou a suspensão imediata das atividades profissionais da investigada enquanto o processo segue em tramitação. A medida visa resguardar a sociedade e evitar novos incidentes semelhantes.

Representantes da classe médica informaram que não haviam recebido notificações judiciais formais até o momento da divulgação dos fatos. As entidades ressaltaram que cumprirão rigorosamente eventuais determinações legais assim que forem oficialmente comunicadas.

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