O setor público consolidado, que engloba a União, estados, municípios e empresas estatais, encerrou o mês com um déficit primário de R$ 5,5 bilhões. Os dados oficiais foram divulgados pelo Banco Central por meio do relatório de Estatísticas Fiscais, evidenciando o cenário fiscal recente do país.
Apesar do resultado negativo mensal, o montante representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o saldo desfavorável foi mais elevado. No entanto, o acumulado dos primeiros meses do ano segue pressionado por despesas correntes e pelo comportamento das contas em diferentes esferas governamentais.
Desempenho fiscal entre esferas de governo
O resultado primário do período foi influenciado de maneira distinta pelas esferas administrativas e pelas empresas estatais. O Governo Central apresentou um superávit expressivo, enquanto governos regionais e companhias estatais registraram saldos negativos que impactaram o consolidado geral.
A divergência nos números apurados também reflete diferenças metodológicas em relação aos registros divulgados pelo Tesouro Nacional, que utiliza a execução orçamentária direta, enquanto a autoridade monetária mede a variação do endividamento.
Impacto dos juros nominais no resultado
As despesas com juros nominais do setor público experimentaram uma expansão expressiva na comparação anual, somando bilhões de reais. Esse crescimento foi impulsionado pelo avanço no estoque da dívida, pela inflação oficial e por operações cambiais específicas realizadas no mercado financeiro.
Quando os encargos financeiros são incorporados aos cálculos, o resultado das contas públicas migra para o déficit nominal. Esse indicador ampliado reflete o peso expressivo do custo de financiamento da dívida sobre o orçamento público ao longo dos últimos meses.
Evolução da dívida bruta e líquida
A Dívida Bruta do Governo Geral manteve-se em patamares elevados, correspondendo a uma parcela significativa do Produto Interno Bruto e somando trilhões de reais em obrigações. O indicador permaneceu estável frente ao mês imediatamente anterior, mas acumula alta significativa no horizonte recente.
Paralelamente, a Dívida Líquida do Setor Público, que desconta os ativos financeiros acumulados pelo governo, também registrou avanço percentual. O comportamento de ambos os indicadores segue ditado pela incorporação de juros nominais e pela variação nominal da economia.

















