Apreensão de blocos falsificados retém carga de R$ 228 mil no Porto do Rio

Apreensão de blocos falsificados retém carga de R$ 228 mil no Porto do Rio

A Receita Federal interceptou nesta quarta-feira (4) uma grande carga de produtos falsificados durante uma operação de rotina realizada no Porto do Rio de Janeiro. A fiscalização resultou no recolhimento de milhares de caixas de brinquedos de montar que violavam os direitos de propriedade intelectual da fabricante Lego.

A mercadoria, que havia chegado ao território nacional em um contêiner vindo da China, foi avaliada pelas autoridades alfandegárias em aproximadamente R$ 228 mil. A ação impede que produtos sem garantia de procedência cheguem ao mercado consumidor brasileiro.

Fiscalização no Porto do Rio intercepta contêiner da China

O trabalho de inteligência e vistoria física das equipes da Receita Federal permitiu a localização exata do material retido na zona portuária fluminense. Durante o procedimento de checagem do contêiner vindo da Ásia, os fiscalizadores encontraram 1.680 caixas contendo conjuntos de blocos de montar.

As mercadorias apreendidas foram divididas em dois modelos distintos, contendo conjuntos de 166 e 614 peças cada. As características visuais e a estrutura das embalagens apresentavam divergências claras em relação aos padrões mantidos pela marca.

A Lego é reconhecida mundialmente pela fabricação de brinquedos de construção baseados em pequenos blocos de plástico. O sistema patenteado utiliza um encaixe de pinos e tubos, o que permite a montagem de variadas combinações com precisão técnica.

Apreensão e laudo técnico confirmam pirataria de blocos

Após a retenção primária da carga no terminal cargueiro, a Receita Federal acionou os representantes legais da fabricante no Brasil para realizar a verificação do lote. Um representante da marca esteve no local e confirmou preliminarmente a falsificação dos produtos.

Com a confirmação inicial do perito, os trâmites administrativos para a elaboração do laudo técnico definitivo foram iniciados. O documento consolidará as provas necessárias para instruir o processo fiscal e decretar o destino legal dos brinquedos irregulares.

Além do prejuízo direto às marcas registradas, a circulação de artigos falsificados coloca em risco a segurança física dos consumidores, visto que produtos piratas não passam pelas certificações técnicas exigidas no país.

Proteção ao consumidor e combate à concorrência desleal

Em nota oficial, a Receita Federal informou que a operação reforça a atuação do órgão na proteção da propriedade intelectual. O combate à entrada de itens contrabandeados visa neutralizar a prática de concorrência desleal no setor produtivo e varejista.

A entrada clandestina de produtos sem o recolhimento de tributos prejudica as empresas que operam em conformidade com a legislação. Conforme dados apurados pela Agência Brasil, fiscalizações contínuas no Porto do Rio têm focado em coibir a entrada de materiais fora das normas nacionais.

As ações preventivas também garantem a proteção dos direitos dos consumidores brasileiros, impedindo o acesso do público infantil a peças que não cumprem os requisitos sanitários e de segurança vigentes.

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