O cenário eleitoral brasileiro ganhou tração neste primeiro fim de semana de outubro, com os candidatos à presidência da República percorrendo diferentes estados para consolidar apoios e apresentar propostas. Entre os dias 5 e 6, as agendas foram marcadas por uma diversidade de estratégias, que incluíram desde visitas a feiras agropecuárias e caminhadas em centros urbanos até atos políticos específicos e entrevistas estratégicas.
Mobilização em estados e propostas para o setor produtivo
A presença em eventos regionais foi um ponto alto da movimentação dos presidenciáveis. Romeu Zema, em Minas Gerais, aproveitou a exposição agropecuária Camaru, em Uberlândia, para dialogar com representantes do agronegócio, enquanto Ronaldo Caiado visitou a Expointer, no Rio Grande do Sul, reforçando o vínculo com o setor produtivo. Em Goiás, Caiado defendeu uma política de redução da taxa Selic para 7% ao ano, argumentando que a medida é essencial para fomentar o empreendedorismo e fortalecer os pequenos negócios no país.
Outros candidatos focaram na proximidade com o eleitorado em grandes centros. Augusto Cury cumpriu agenda em Araçatuba, São Paulo, onde visitou o comércio local e defendeu a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da telemedicina. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São José do Rio Preto, onde destacou a importância da ampliação das escolas em tempo integral como pilar fundamental para o desenvolvimento nacional.
Segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado
O debate sobre a segurança pública ocupou espaço central nas falas de alguns postulantes ao cargo. Flávio Bolsonaro, ao visitar o presídio de Ponta Grossa, no Paraná, prometeu a criação de mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário e defendeu o endurecimento da legislação penal para classificar facções criminosas como grupos terroristas. O tema também foi abordado por Renan Santos, que, durante atividade de campanha em Fortaleza, denunciou a influência de facções na restrição de atos eleitorais em determinados territórios, posicionando-se contra a submissão a ordens do crime organizado.
Pautas sociais e o futuro das políticas públicas
A questão racial e a desigualdade social foram temas centrais para Hertz Dias, que realizou panfletagem em Salvador. O candidato enfatizou que o combate ao racismo exige reformas estruturais na economia para garantir acesso a direitos básicos como moradia e educação para a juventude negra. Em uma linha similar, Samara Martins participou de atos em Santo André e Belém, focando em propostas de reforma urbana e geração de renda para comunidades ribeirinhas e quilombolas.
No campo das propostas econômicas, Rui Costa Pimenta defendeu a reestatização de empresas públicas e o reajuste do salário mínimo com base nos cálculos do DIEESE, visando a valorização da renda dos trabalhadores. Enquanto isso, outros candidatos como Clariana Barão e Edmilson Costa mantiveram agendas focadas em entrevistas e compromissos partidários internacionais, respectivamente, completando o mosaico de atividades que definiram o último fim de semana de campanha.










