A lista de produtos dessa merceeira mostrava que ela não administrava um simples armazém de secos e molhados. Vendia também champanhe, caviar e produtos típicos alemães — e era paga, às vezes, em diamantes.
Kolmanskop tinha entretenimento de sobra. Cassino, boliche, academia de ginástica, salões de champanhe para as damas e de charutos para os cavalheiros, espetáculos circenses e de ópera. Tudo em salões art nouveau extravagantes.

A maioria dos negócios pertencia ao próprio Stauch. Sua companhia construiu até uma usina elétrica em Lüderitz, onde hoje funciona o Museu Marítimo da Namíbia, o maior do tipo na África.
Para alimentar a usina, a empresa importava carvão do Reino Unido. Praticamente tudo, na verdade, era importado. Os materiais para a construção das casas, do piso às portas, eram italianos. Água potável vinha da Cidade do Cabo.
A cidade podia ficar no meio do deserto, mas até a areia era alemã. Não era frescura, mas uma particularidade da construção civil: como a areia local tinha mais sais, as paredes feitas com ela tendiam a ser mais quebradiças, segundo o jornalista de viagem e historiador David Bowan.













