Nordeste busca investimentos para a Caatinga na COP17 em Ulaanbaatar

Nordeste busca investimentos para a Caatinga na COP17 em Ulaanbaatar

Representantes do Consórcio Nordeste desembarcaram em Ulaanbaatar, na Mongólia, com o objetivo estratégico de captar recursos internacionais durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). A delegação busca viabilizar projetos essenciais para a segurança hídrica, a transição energética e a restauração do bioma Caatinga, enfrentando os desafios impostos pelas mudanças climáticas na região.

Durante a última semana do evento global, os gestores estaduais intensificam as negociações com bancos multilaterais e organismos financeiros. A presença do grupo no Pavilhão Brasil reforça a articulação entre entes subnacionais e instituições de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, além de parcerias com o Banco Mundial.

Estratégias de financiamento para a Caatinga

O foco principal das negociações reside na atração de aportes para o Fundo Caatinga. A proposta é centralizar os recursos regionais para reduzir os custos operacionais e burocráticos que incidem sobre projetos individuais, conferindo maior escala e eficiência na aplicação dos investimentos em prol do bioma.

A delegação também promove o conceito de “recaatingamento” como um pilar central de sua agenda. O método, que integra conhecimentos tradicionais das populações locais com técnicas modernas de restauração ecológica, visa promover a adaptação climática e o desenvolvimento territorial sustentável, recuperando áreas degradadas e preservando a biodiversidade única da região.

Plano Nordeste e infraestrutura de adaptação

O Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) surge como o principal instrumento de integração regional. O plano articula proteção ambiental com competitividade econômica e inovação tecnológica, apresentando portfólios que incluem desde a construção de cisternas e barragens subterrâneas até sistemas avançados de dessalinização descentralizada.

As agendas bilaterais com entidades como o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU) e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics) se concentram em três eixos fundamentais:

  • Segurança hídrica como infraestrutura de adaptação climática.
  • Transição energética focada em hidrogênio verde e combustíveis renováveis.
  • Bioeconomia da Caatinga e fortalecimento da agricultura familiar.

Com projetos estruturados em polos como Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE), o Consórcio Nordeste busca consolidar a região como uma referência global em industrialização de baixo carbono e resiliência ambiental.

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