A manhã desta segunda-feira foi marcada por uma paralisação de motoristas de ônibus na zona sul da capital paulista, gerando impactos diretos no sistema de transporte público local. A mobilização atingiu especificamente as linhas vinculadas ao lote D10, deixando milhares de usuários sem o atendimento regular em suas rotas habituais.
Esses profissionais integravam o quadro da antiga Transwolff. A operação passou a ser gerida diretamente pela administração municipal por meio da SPTrans após a decretação da caducidade do contrato com a operadora anterior, medida oficializada em dezembro de 2025.
Reivindicações trabalhistas e justificativas da categoria
Os trabalhadores cruzaram os braços motivados por pendências relacionadas a obrigações trabalhistas. Entre as principais queixas da categoria estão falhas no repasse e na regularização dos recolhimentos obrigatórios referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e ao Instituto Nacional do Seguro Social.
Além das questões previdenciárias e fiscais, os condutores reivindicam o aprimoramento de benefícios corporativos essenciais para a rotina da classe. As demandas concentram-se na busca por garantias contratuais mais sólidas sob a atual gestão estatal do serviço.
Impacto na operação e posicionamento oficial
Dados divulgados pelos órgãos gestores apontam que a interrupção parcial dos serviços prejudicou o deslocamento de 267 mil passageiros na região atendida pelo lote D10. Em contrapartida, as linhas integradas ao lote D11 mantiveram o funcionamento dentro da normalidade estabelecida.
Em nota oficial divulgada à imprensa e repercutida pelo portal Agência Brasil, a administração municipal classificou o ato como ilegal. O poder público assegurou que as obrigações salariais e os benefícios correntes estão em dia, enquanto os depósitos previdenciários e fundiários são realizados em juízo até deliberação definitiva do Poder Judiciário.













