Após o registro de chuvas nos últimos meses, o volume útil do Sistema Cantareira alcançou a marca de 51,2% da capacidade total. O índice representa o maior armazenamento obtido pelo principal reservatório paulista desde o período correspondente a maio de 2025, quando o patamar estava em 52,7%.
Apesar da recuperação parcial proporcionada pelas precipitações, órgãos reguladores determinaram a manutenção das operações na faixa de controle. A medida preventiva segue ativa mesmo com o avanço nos volumes acumulados ao longo das últimas semanas.
Manutenção na faixa de atenção
A permanência no estágio de atenção foi definida por diretrizes técnicas estabelecidas por órgãos gestores de recursos hídricos. Essa faixa específica de operação é acionada quando o nível de armazenamento do manancial oscila entre 40% e 60% da capacidade total.
Com essa classificação vigente, a concessionária responsável pela administração do sistema enfrenta limitações operacionais na captação de água. A retirada máxima permitida fica restrita a limites específicos por segundo, abaixo do volume autorizado em condições de normalidade hidrológica.
Critérios e regulação hídrica
O monitoramento diário dos níveis, vazões e volumes armazenados é realizado de forma conjunta por autoridades federais e estaduais do setor. Os procedimentos seguem regras estabelecidas por normativas criadas no período pós-crise hídrica, formalizadas pela Resolução Conjunta nº 925/2017.
O modelo normativo divide a operação em cinco faixas distintas de volume, que vão da normalidade até o estágio especial. Cada categoria impõe restrições severas ou flexibilizações na retirada de água, com base no volume aferido no encerramento de cada mês.
Composição e importância do manancial
O complexo hídrico é formado por cinco grandes reservatórios interligados, somando uma capacidade expressiva de armazenamento. O sistema conta ainda com obras de integração entre bacias hidrográficas para garantir o reforço no abastecimento regional.
A estrutura desempenha papel estratégico no fornecimento de água para milhões de habitantes da região metropolitana e municípios vizinhos. A gestão integrada envolve bacias hidrográficas de relevância nacional devido à abrangência geográfica dos rios formadores.

















