Diferença entre os candidatos pode pesar sobre os investidores. Motta compara uma vitória por 53% a 47%, que considera expressiva, com um resultado de 50,5% a 49,5%. Os números são exemplos hipotéticos, não previsões eleitorais. Segundo ele, uma disputa muito apertada poderia alimentar receios de questionamentos judiciais, enquanto uma vantagem maior daria mais sustentação à reação positiva.
Dólar e juros também poderiam recuar. Renato Nobile, CEO e diretor de investimentos da Buena Vista Capital, espera alta da Bolsa e queda das taxas de juros futuros em caso de vitória de Flávio. No câmbio, também vê pressão de baixa sobre o dólar, embora ressalte que o cenário internacional pode limitar esse movimento.
Alta pode ser mais moderada no primeiro pregão. Rafael Passos, sócio-fundador e analista da Ajax, estima que o Ibovespa poderia subir entre 1% e 2% na segunda-feira. Para ele, parte das expectativas já está incorporada aos preços, e os investidores passariam a acompanhar a composição dos ministérios e as propostas econômicas.
Reação inicial pode ser seguida de correção. Jason Vieira, da Lev DTVM, considera possível um movimento semelhante ao observado após o primeiro turno, com uma valorização inicialmente acentuada e posterior realização de lucros. A continuidade dos ganhos dependeria das sinalizações sobre a equipe econômica.
Se Lula vencer
Bolsa pode sofrer queda acentuada. Nobile avalia que uma reeleição de Lula contrariaria as expectativas de parte dos investidores e poderia provocar forte desvalorização das ações já na segunda-feira. Nesse cenário, também espera alta do dólar e dos juros futuros, diante das preocupações com a condução das contas públicas.













