Eco Invest Brasil abre nova etapa de financiamento
O Ministério da Fazenda oficializou, nesta terça-feira (28), o lançamento do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil. A publicação do Manual Operacional estabelece as diretrizes para que instituições financeiras participem da nova rodada, focada em projetos de inovação tecnológica essenciais para a transição ecológica e o desenvolvimento industrial do país.
O edital detalha os critérios de habilitação e as responsabilidades dos participantes, complementando as normas estabelecidas pela Portaria 1.782, de 17 de junho. O objetivo central é alavancar tecnologias que promovam a descarbonização da economia nacional.
Setores estratégicos e prioridades de investimento
A quinta edição do leilão concentra esforços em seis cadeias produtivas fundamentais. O programa busca impulsionar setores como fertilizantes verdes, combustíveis avançados, automação com inteligência artificial e o beneficiamento de minerais críticos. Além disso, o edital contempla sistemas de armazenamento de energia, química verde e a circularidade de resíduos minerais.
Para viabilizar essas iniciativas, o governo prevê a implementação de três mecanismos financeiros. O modelo abrange desde a criação de fundos especializados por cadeia produtiva até o crédito corporativo para projetos maduros e recursos não reembolsáveis voltados à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo tecnológico.
Mecanismo de blended finance e histórico
O Eco Invest Brasil utiliza a estratégia de blended finance, na qual o governo assume parte dos riscos para atrair capital privado. O programa, coordenado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conta com o suporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido, integrando o Plano de Transformação Ecológica.
O histórico das edições anteriores demonstra a relevância da iniciativa. Nos três primeiros leilões, foram mobilizados R$ 127 bilhões, com R$ 56 bilhões captados no exterior e 41 projetos contemplados. O quarto leilão, realizado em maio, viabilizou R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 9 bilhões direcionados especificamente para a Amazônia Legal.
Participação e diretrizes operacionais
As instituições financeiras interessadas devem seguir rigorosamente os prazos e requisitos documentais descritos no portal do Tesouro Nacional. O acompanhamento das operações e a transparência na prestação de informações sobre os projetos selecionados são pilares exigidos pelo manual, garantindo a integridade e o impacto de longo prazo dos investimentos realizados.













