A corrida eleitoral de 2026 seguiu em ritmo acelerado nesta quarta-feira (16), com os candidatos à presidência da República mobilizando bases em diferentes regiões do país. A agenda do dia foi marcada por uma combinação estratégica de atos presenciais, como carreatas e comícios, e uma forte presença em meios de comunicação, incluindo podcasts e entrevistas televisivas, visando ampliar o alcance das propostas junto ao eleitorado.
Enquanto alguns postulantes ao cargo optaram por agendas concentradas em grandes capitais e centros urbanos, outros priorizaram o contato direto com trabalhadores em setores específicos. A diversidade de estratégias reflete a busca por consolidar apoios em um cenário político que exige tanto a exposição em plataformas digitais quanto a presença física em redutos eleitorais decisivos.
Mobilização regional e atos de campanha pelo Brasil
A movimentação nas ruas foi um dos destaques do dia. Em Canoas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Samara Martins (UP) realizou comícios e panfletagem, reforçando sua presença no estado. Já Edmilson Costa (PCB) percorreu a cidade de Franca, em São Paulo, em uma caravana partidária. No Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) liderou uma motocarreata em Juazeiro do Norte, no Ceará, antes de seguir para um comício em Recife, Pernambuco.
No Maranhão, Hertz Dias (PSTU) concentrou sua atividade na sede da Companhia de Saneamento do Maranhão, onde defendeu a estatização de serviços essenciais. No Paraná, Renan Santos (Missão) realizou uma série de carreatas passando por Londrina, Maringá e Cascavel, aproveitando o deslocamento para criticar a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Propostas presidenciais e o debate sobre o futuro do país
Os candidatos aproveitaram os espaços de entrevista e atos públicos para detalhar seus planos de governo. Em Ceilândia, no Distrito Federal, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o foco na educação, prometendo a criação de 1 mil institutos federais e o investimento em tecnologias de inteligência artificial. O candidato também mencionou a intenção de inaugurar universidades voltadas para temas indígenas e esportivos.
Em sua passagem pelo Ceará, Flávio Bolsonaro (PL) enfatizou a necessidade de melhorias na infraestrutura logística para o escoamento da produção agrícola. O candidato defendeu a conclusão de projetos ferroviários como forma de reduzir custos para o setor de commodities. Por sua vez, Hertz Dias (PSTU) utilizou seu espaço para contestar processos de privatização, argumentando que o saneamento e a energia são direitos que não devem ser pautados pelo lucro privado.
Entrevistas e o papel da mídia na campanha
A exposição em podcasts e emissoras de televisão consolidou-se como uma ferramenta central para os presidenciáveis. Wilson Grassi (Democrata) participou do podcast Lima TV, em São Bernardo do Campo, enquanto Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) marcaram presença no Flow Podcast. Romeu Zema (Novo) concedeu entrevista ao Jornal da Record.
Além das propostas, o debate institucional ocupou parte das falas. Ronaldo Caiado (PSD) criticou publicamente a decisão do Supremo Tribunal Federal de adiar a discussão sobre uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Já Renan Santos (Missão) defendeu o afastamento de ministros do STF envolvidos no caso Master durante sua passagem pelo interior paranaense.












