A corrida eleitoral ao Palácio do Planalto ganhou tração neste último fim de semana, com os candidatos à Presidência da República mobilizando bases em diferentes regiões do país. Entre caminhadas, reuniões estratégicas e gravações para o horário eleitoral, os postulantes ao cargo máximo do Executivo buscaram pautar o debate público com temas que variam desde a segurança pública e o combate à corrupção até a condução das investigações envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
O período foi marcado por uma agenda diversificada, refletindo as estratégias distintas de cada candidatura para conquistar o eleitorado. Enquanto alguns nomes priorizaram o contato direto com a população e o setor produtivo, outros concentraram esforços em articulações internas e na produção de conteúdo digital para as redes sociais, em um momento em que a visibilidade e a exposição de propostas são cruciais para o avanço nas pesquisas de intenção de voto.
Divergências sobre o Judiciário e investigações em curso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou sua passagem por Curitiba no sábado (12) para subir o tom das críticas ao STF. O mandatário questionou o vazamento de informações sigilosas e defendeu a transparência total nos processos que envolvem o Banco Master. Em seu discurso, o petista reforçou a narrativa de combate à corrupção, destacando ações de sua gestão, como a recuperação de valores desviados em fraudes contra o INSS.
Em contrapartida, o candidato Augusto Cury (Avante) adotou uma postura de distanciamento da polarização tradicional. Durante sua agenda em São Paulo, que incluiu uma caminhada pelo Mercado Municipal, o psiquiatra criticou a gestão atual e o cenário político, classificando o ambiente institucional como um desequilíbrio. Cury apresentou-se como uma via de transição, focando em propostas voltadas ao alívio das dívidas familiares.
Propostas de segurança e mobilização regional
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) concentrou sua atuação no Rio de Janeiro, percorrendo cidades como Cabo Frio e Magé. O foco de sua campanha foi a segurança pública, defendendo medidas como a redução da maioridade penal, a castração química para crimes de estupro e o perdão aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. O postulante também indicou que sua política de nomeações para o STF priorizará valores conservadores.
A agenda de outros candidatos foi marcada por contextos distintos. Ronaldo Caiado (PSD), que estava internado em São Paulo desde quinta-feira (10) devido a um quadro de pneumonia, recebeu alta hospitalar no domingo (13). Enquanto isso, nomes como Hertz Dias (PSTU) mantiveram atividades de panfletagem e entrevistas em Pernambuco, e Wilson Grassi (Democrata) dedicou o domingo a reuniões de planejamento interno em São Paulo.
Dinâmica da campanha e ausências no cronograma
Nem todos os candidatos mantiveram atividades públicas durante o período. Figuras como Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Renan Santos (Missão), Rui Costa Pimenta (PCO), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) não registraram agendas oficiais ou eventos de campanha abertos à imprensa neste fim de semana. A cobertura completa das atividades pode ser acompanhada através dos canais oficiais da Agência Brasil, que monitora o cronograma dos presidenciáveis em sistema de rodízio alfabético.











