O 2° Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro proferiu, nesta quinta-feira (20), a sentença que condenou Vitor Teodoro Cossich a 24 anos de reclusão. O réu foi considerado culpado pelo homicídio de Bárbara Vergetti Martins de Souza, mulher trans de 34 anos, em um caso que chocou pela brutalidade e pelas circunstâncias que envolveram o crime.
A decisão judicial, presidida pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto, reconheceu a presença de qualificadoras determinantes para a dosimetria da pena. O crime foi caracterizado por motivo torpe e pela utilização de meio cruel, agravantes que elevaram o tempo de condenação imposto ao réu.
Dinâmica e motivação do crime
O assassinato ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2024, dentro da residência de Vitor Teodoro Cossich. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o desfecho fatal foi motivado por um desentendimento financeiro relacionado ao pagamento por uma relação sexual entre os envolvidos.
Bárbara Vergetti Martins de Souza, que cursava Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense, foi agredida e estrangulada até a morte. Para consumar o ato, o condenado utilizou um fio, um pano e uma arma de fogo falsa, evidenciando a premeditação ou o uso de recursos para subjugar a vítima.
Reparação e desfecho judicial
Além da pena privativa de liberdade, o magistrado determinou que o réu realize o pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil. O montante é destinado aos familiares da vítima, configurando uma reparação por danos morais decorrentes da perda irreparável causada pelo ato criminoso.
O julgamento encerra uma etapa processual importante para a família de Bárbara, que buscava por justiça desde a ocorrência dos fatos em outubro. A sentença reafirma o rigor do Judiciário fluminense diante de crimes que envolvem violência de gênero e intolerância.













