O Desfile de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira em Brasília, reservou um momento especial para o esporte nacional. Um grupo de atletas que pavimentou o caminho para a modalidade no país foi homenageado durante a celebração na Esplanada dos Ministérios, desfilando em carro aberto diante do público presente.
A iniciativa destaca a trajetória do futebol feminino, que se prepara para um marco inédito: o Brasil será a sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027. A celebração reconhece o legado de mulheres que enfrentaram barreiras estruturais e preconceitos em décadas passadas.
Trajetória de resistência e superação em campo
A representação das atletas abrange diferentes gerações que lutaram pelo reconhecimento da prática esportiva. Entre as convidadas está a baiana Dilma Mendes, tricampeã mundial e técnica da Seleção Brasileira Feminina de Fut7 desde 2019. Sua presença simboliza o período anterior à regulamentação da modalidade, que teve a proibição legal revogada apenas em 1979.
Dilma, que acumula o título de melhor treinadora do mundo de futebol 7 em três ocasiões, personifica a resiliência das pioneiras. O grupo de homenageadas inclui nomes que participaram da Copa do Mundo Experimental de Futebol Feminino de 1988, na China, onde o Brasil conquistou a terceira colocação.
Legado das gerações de 1988 e 1990
O reconhecimento estendeu-se a atletas fundamentais para a consolidação do futebol feminino nas décadas de 1980 e 1990. O primeiro grupo, formado pelas veteranas de 1988, conta com Lucilene de Souza Marinho (Cebola), Marisa Pires Nogueira, Mariléia dos Santos (Michael Jackson), Iracema Ferreira (Rata) e Suzy Bittencourt de Oliveira.
Já a segunda geração, que manteve a presença constante da modalidade nos anos 1990, é composta por Miriam Soares, Lunalva Torres de Almeida (Nalvinha), Elissandra Regina Cavalcanti (Nenê), Yara Silva e Miraildes Maciel Mota, a Formiga. Esta última detém o recorde de sete participações em Copas do Mundo da Fifa, entre 1995 e 2019.
Reconhecimento histórico e união das atletas
Para as jogadoras, o desfile representou mais do que uma participação festiva. Marisa Pires Nogueira, capitã da primeira seleção de 1988, destacou a importância de reunir diferentes gerações em um evento de tamanha visibilidade nacional.
Segundo a ex-atleta, o grupo não apenas celebra o passado, mas reafirma o impacto do trabalho realizado por elas para as futuras gerações. A homenagem na Esplanada dos Ministérios consolida o papel dessas mulheres na construção da história esportiva do Brasil, conectando a luta do passado com a expectativa para o mundial de 2027.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









