Cão contrai raiva após contato com morcego no Rio e autoridades alertam para vacinação

Cão contrai raiva após contato com morcego no Rio e autoridades alertam para vacinação

Um caso de raiva em um cão, ocorrido em uma área urbana da Zona Oeste do Rio de Janeiro, acendeu um alerta para as autoridades de saúde pública. O animal, que teve diagnóstico confirmado em agosto, precisou ser sacrificado após apresentar a doença, que possui letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde fluminense (SES-RJ), o cão possuía histórico de contato com morcegos, vetor comum da zoonose.

Após a confirmação do caso no bairro de Santa Cruz, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro iniciaram uma pesquisa epidemiológica na região. Pessoas que mantiveram contato direto com o animal foram submetidas a protocolos de profilaxia antirrábica e seguem sob monitoramento. Até o momento, não houve registro de casos de raiva humana decorrentes desta ocorrência, conforme dados da Agência Brasil.

Importância da vacinação antirrábica e controle

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, reforçou que a vacinação anual de cães e gatos é a principal estratégia de prevenção. A imunização é coordenada pelos municípios sob as diretrizes do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva. No estado do Rio de Janeiro, a campanha de vacinação de 2026 está agendada para o dia 26 de setembro, sendo essencial a participação dos tutores para garantir a proteção coletiva.

Além da vacina, especialistas recomendam medidas de manejo doméstico para evitar o contato com animais silvestres. Cães devem ser mantidos sob controle com coleira e guia durante passeios, enquanto gatos devem permanecer em ambiente domiciliar, preferencialmente protegidos por telas em janelas e portas. Profissionais que lidam diretamente com animais devem utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) durante o manejo clínico ou de resgate.

Protocolos de segurança e manejo de morcegos

A presença de morcegos em locais incomuns durante o dia, como caídos no chão ou pendurados em paredes e cortinas, é um sinal de alerta. O CRMV-RJ orienta que a população não tente capturar, tocar ou remover esses animais por conta própria, mesmo que pareçam mortos. O serviço de zoonoses do município deve ser acionado imediatamente para o recolhimento seguro, respeitando o papel ecológico dos morcegos na polinização e controle de insetos.

Em situações de agressão por mamíferos — seja por mordedura, arranhadura ou lambedura de pele lesionada — a recomendação é lavar o local imediatamente com água corrente e sabão. O atendimento médico deve ser buscado com urgência para avaliação da necessidade de vacinação ou administração de soro antirrábico. Animais domiciliados envolvidos em agressões devem ser mantidos em observação por 10 dias, com notificação imediata às autoridades caso apresentem mudanças de comportamento ou adoeçam.

Compartilhe nas Redes

últimas noticias