O estado de São Paulo mobiliza, a partir da próxima segunda-feira (3), todos os 645 municípios paulistas em uma ampla campanha de multivacinação. A iniciativa tem como foco principal a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, visando elevar as taxas de cobertura vacinal em todo o território estadual.
Ampliando a proteção contra o sarampo
Além da estratégia estadual, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo adotam uma medida adicional de controle sanitário. Nessas localidades, a campanha estende a oferta do imunizante contra o sarampo para a população de 6 meses a 59 anos, reforçando a barreira imunológica contra a doença.
A decisão ocorre após a confirmação, na última quinta-feira (30), do 15º caso de sarampo no estado em 2026. O registro, identificado em Guarulhos, refere-se a uma criança que não possuía histórico de vacinação, o que acendeu um alerta nas autoridades de saúde sobre a necessidade de reforçar a imunização na região.
Estratégia de imunização e metas estaduais
A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pais e responsáveis compareçam aos postos de vacinação portando a caderneta da criança ou do adolescente. As equipes de saúde realizarão a conferência do histórico vacinal para a aplicação das doses pendentes, conforme o calendário vigente.
Entre os imunizantes disponíveis estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A e HPV. A diversidade de vacinas busca garantir a proteção integral contra diversas enfermidades imunopreveníveis.
Desafios para alcançar a meta de cobertura
Dados preliminares de 2026 revelam que o estado apresenta uma cobertura de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda dose da tríplice viral. Estes números estão abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, evidenciando a urgência da mobilização.
Para o público de 6 a 11 meses e 29 dias, será aplicada a chamada “dose zero” da tríplice viral. É importante ressaltar que esta aplicação não substitui as doses obrigatórias previstas no calendário oficial aos 12 e aos 15 meses de vida, sendo uma medida de proteção extra diante do cenário epidemiológico atual.













