A Rádio MEC dedica sua programação deste domingo (20), às 20h, a um mergulho profundo na trajetória de um dos maiores nomes da música instrumental brasileira. O programa Roda de Choro apresenta um episódio inédito focado na antologia Choros Imortais, obra fundamental do flautista Altamiro Carrilho. A atração também integra a grade da Rádio Nacional, com transmissão às sextas-feiras, às 22h.
Legado musical nos álbuns Choros Imortais
Lançados originalmente entre 1964 e 1965, os dois volumes de Choros Imortais são amplamente reconhecidos por críticos e historiadores como marcos na discografia do gênero. O projeto destaca a precisão técnica de Altamiro Carrilho, acompanhado por um time de instrumentistas de elite que consolidaram a sonoridade clássica do choro.
A formação que gravou as coletâneas incluiu o Regional do Canhoto, com participações de Dino 7 Cordas e Meira ao violão, Canhoto no cavaquinho, Orlando Silveira no acordeon e Gilson Martins no pandeiro. Esse conjunto de talentos definiu o padrão de excelência que o programa busca resgatar para o público contemporâneo.
Repertório e curadoria histórica
O episódio seleciona composições que atravessam gerações, incluindo clássicos como Carinhoso, Lamentos, Cinco Companheiros e Naquele Tempo, todas de Pixinguinha. A curadoria também contempla obras como Doce de Coco, de Jacob do Bandolim, e Sonoroso, de K-Ximbinho e Del Loro.
A produção do Roda de Choro mantém o compromisso de preservar a memória musical do país, mesclando seleções fonográficas históricas com entrevistas de especialistas. O programa Rádio MEC atua como um espaço de difusão de artistas clássicos e contemporâneos que mantêm a sofisticação do choro viva.
Continuidade da série de homenagens
A nova temporada da atração estabelece um ciclo de celebrações a discos icônicos da música brasileira. Após o especial dedicado a Altamiro Carrilho, a produção já prepara o próximo episódio, que terá como foco o álbum Saudades de um clarinete, de K-Ximbinho. O formato do programa, que alterna entre a execução de faixas raras e o debate sobre a importância dos compositores, reafirma o choro como um dos pilares da identidade cultural nacional.












