EBC capacita jornalistas para cobertura ética e responsável de casos de feminicídio

EBC capacita jornalistas para cobertura ética e responsável de casos de feminicídio

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) promoveu, nesta segunda-feira (24), a capacitação Comunicar para Proteger. O encontro reuniu profissionais da casa para debater diretrizes fundamentais na cobertura jornalística de casos de feminicídio, com foco em práticas que evitem a revitimização e promovam um tratamento ético sobre a violência de gênero.

A iniciativa, que contou com a participação de especialistas do sistema de justiça e segurança pública, reforça o compromisso da empresa com a comunicação pública. O objetivo central é transformar a forma como o tema é abordado nos veículos de comunicação, garantindo que o relato jornalístico contribua para a conscientização social e a prevenção de novos crimes.

Diretrizes para uma cobertura jornalística humanizada

A capacitação foi conduzida pela juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Fabriziane Zapata, e pelo delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Marcelo Zago Gomes Ferreira. Durante o evento, foi apresentado o Guia de Comunicação de Feminicídios no Distrito Federal, que estabelece normas para evitar a glamourização da violência e a exposição indevida de vítimas e familiares.

Segundo os especialistas, a cobertura jornalística deve ir além do relato factual do crime. O papel da imprensa é contextualizar a violência de gênero como um problema estrutural, evitando estereótipos que possam prejudicar a compreensão do público sobre a gravidade da situação. A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, destacou que a formação reafirma o compromisso da instituição com os direitos humanos e a igualdade de gênero.

O papel da informação como ferramenta de proteção

Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade de incluir, em todas as reportagens sobre o tema, informações sobre os canais de denúncia e serviços de apoio disponíveis. A inclusão de um “box de serviço” é considerada uma medida essencial para que o jornalismo atue diretamente na proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo caminhos seguros para a busca de ajuda.

A diretora de jornalismo da EBC, Myrian Pereira, ressaltou que a empresa busca ser pioneira em pautas de alto impacto social. O diferencial almejado é a apresentação de um jornalismo que não apenas noticie, mas que apresente à sociedade os serviços públicos disponíveis para o enfrentamento da violência, consolidando o papel da comunicação pública na prestação de serviços essenciais.

Compromisso institucional com a equidade

A realização do curso está alinhada às políticas internas da EBC, que em 2026 recebeu o Selo Pró-Equidade de Gênero do Ministério das Mulheres. A empresa tem investido em ações voltadas para a igualdade de oportunidades e o enfrentamento das desigualdades de gênero, alcançando, inclusive, a paridade em sua diretoria executiva.

Para quem busca auxílio ou deseja realizar denúncias, os canais oficiais permanecem disponíveis 24 horas por dia. O Disque 190 atende emergências da Polícia Militar, enquanto o Disque 197 é voltado para denúncias anônimas à Polícia Civil. O Ligue 180, central nacional de atendimento, oferece orientação sobre direitos e encaminhamentos para a rede de proteção à mulher.

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