Rio de Janeiro enfrenta segundo dia de apagão após vendaval atingir rede elétrica

Rio de Janeiro enfrenta segundo dia de apagão após vendaval atingir rede elétrica

Dois dias após o forte vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro na quarta-feira (29), milhares de consumidores ainda enfrentam a interrupção no fornecimento de energia elétrica. Na tarde desta sexta-feira (31), o cenário permanecia crítico, com 80 mil clientes da Light e 25 mil da Enel Rio sem luz, totalizando mais de 100 mil unidades consumidoras afetadas em diversas regiões fluminenses.

Desafios na reconstrução da rede elétrica no Rio

As concessionárias de energia relatam que os danos causados pelo evento climático foram severos, exigindo intervenções complexas de engenharia. A Light, que atende a capital e municípios da Baixada Fluminense, mobilizou uma força-tarefa composta por mais de 2 mil profissionais. Segundo a empresa, a queda de cerca de 220 árvores apenas na capital comprometeu a infraestrutura, demandando a substituição de postes, transformadores e quilômetros de cabos danificados.

A Enel Rio, por sua vez, destacou que as cidades de Niterói e Paraty concentram os casos mais críticos. A empresa informou que a reconstrução de trechos inteiros da rede é necessária devido ao impacto direto de vegetação de grande porte sobre a fiação. A concessionária estimou que o atendimento às ocorrências remanescentes seria concluído ainda na tarde desta sexta-feira.

Prejuízos e transtornos para moradores e setor turístico

O impacto do apagão prolongado tem gerado prejuízos financeiros e transtornos logísticos significativos. Em Paraty, proprietários de pousadas relatam a perda de alimentos e o cancelamento de reservas, agravando a crise no setor de hospedagem. A falta de energia impede a manutenção básica das instalações e inviabiliza o trabalho remoto, gerando críticas à confiabilidade do serviço prestado na região.

Moradores apontam que a recorrência de quedas de energia, mesmo em períodos sem eventos climáticos extremos, tem forçado o setor privado a investir em geradores próprios. A percepção é de que a infraestrutura básica da cidade não tem acompanhado as demandas necessárias para garantir o funcionamento pleno das atividades comerciais e residenciais.

Monitoramento e resiliência urbana

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) manteve o município em Estágio 2 nesta sexta-feira (31), em razão das ocorrências ainda em andamento. O Sistema Alerta Rio monitora a entrada de ventos úmidos do oceano, prevendo céu nublado e temperaturas estáveis para os próximos dias.

A situação expõe a necessidade de debates sobre a resiliência da rede elétrica frente aos extremos climáticos, um tema que tem sido amplamente discutido por especialistas e órgãos reguladores. Para mais detalhes sobre o impacto das chuvas e ventos, acompanhe as atualizações da Agência Brasil.

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