Festival #Soumanaus 2026 encerra edição com foco na produção audiovisual amazonense

Festival #Soumanaus 2026 encerra edição com foco na produção audiovisual amazonense

O festival #SouManaus Passo a Paço 2026 concluiu sua programação no último domingo, 13/9, após 10 dias de intensa movimentação cultural. O encerramento ocorreu no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), com a realização do Cine “#SouManaus”, uma mostra dedicada exclusivamente a produções de realizadores locais. O evento, organizado pela Prefeitura de Manaus por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), consolidou-se como um dos principais marcos de fomento às artes na região.

Impacto do Cine #SouManaus na cena local

A mostra audiovisual foi o ponto alto do encerramento, reunindo cineastas e público em um ambiente de troca e valorização da identidade amazonense. O produtor Bruno Pantoja destacou que o cinema depende diretamente dessa conexão com a plateia, ressaltando que o apoio institucional é vital para que a cultura alcance novos patamares. Segundo ele, iniciativas que ocupam espaços públicos com produções regionais são fundamentais para a sustentabilidade do setor.

O realizador Anderson Mendes reforçou essa visão ao apresentar seu documentário “Da Silva da Selva”. Para o cineasta, o festival não apenas oferece uma vitrine para o trabalho artístico, mas atua como um motor de desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda através da cadeia produtiva do audiovisual. O feedback direto do público, obtido durante as rodas de conversa, foi apontado como um diferencial valioso para os profissionais da área.

Diversidade temática e formação de plateia

A programação do Cine “#SouManaus” apostou na pluralidade de gêneros para atrair diferentes perfis de espectadores. O diretor André Cunha, por exemplo, exibiu o filme “Mata-Gato”, uma obra que utiliza elementos do cinema de terror dos anos 1980 para discutir questões sociais complexas, como o abandono de animais e a solidão na terceira idade. A recepção positiva do público demonstrou que há demanda por narrativas locais que exploram gêneros diversos.

A professora de Artes Maíra de Santana, que acompanhou as sessões, defendeu que o nível técnico das produções amazonenses é comparável ao que é produzido nos grandes centros do país, como Rio de Janeiro e São Paulo. Ela destacou que o desafio agora é ampliar o acesso a essas obras, especialmente para estudantes da rede pública, integrando o cinema regional ao cotidiano cultural da população manauara.

Legado cultural e perspectivas futuras

Ao longo dos 10 dias de festival, mais de 8 mil trabalhadores da cultura foram envolvidos em uma agenda que incluiu música, teatro, dança e humor. O diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, celebrou o sucesso de público e afirmou que o evento deixa um legado de ocupação permanente de espaços históricos. A expectativa da organização é que as ações de fomento continuem a ecoar para além do período do festival, preparando o terreno para a edição de 2027.

Para mais informações sobre as políticas culturais da capital, acesse o portal oficial da Prefeitura de Manaus.

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