A mobilização dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira, mantendo a paralisação parcial de três importantes eixos ferroviários da capital paulista. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de terça-feira (4), após a categoria não chegar a um acordo sobre garantias trabalhistas. Como medida de contingência, a prefeitura de São Paulo optou por suspender novamente o rodízio municipal de veículos para mitigar os impactos no tráfego urbano.
Impactos operacionais nas linhas da CPTM
A operação ferroviária segue restrita para minimizar os transtornos aos passageiros. Na Linha 11-Coral, os trens circulam apenas entre as estações Barra Funda-Palmeiras e Guaianases, enquanto o trecho até Estudantes é coberto pelo sistema Paese de ônibus. Situação semelhante ocorre na Linha 12-Safira, com circulação limitada entre Brás e Engenheiro Goulart, deixando o trajeto até Calmon Viana sob responsabilidade do atendimento emergencial rodoviário.
A Linha 13-Jade, que conecta a malha ferroviária ao Aeroporto de Guarulhos, opera com intervalos estendidos, contando com reforço de ônibus do Paese. Para auxiliar na mobilidade, o Metrô de São Paulo antecipou a abertura de suas estações para as 4h, operando com frota ampliada nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, conforme informações da Agência Brasil.
Motivações da paralisação e impasse trabalhista
O cerne do conflito reside na insegurança dos ferroviários em relação à manutenção de seus postos de trabalho. A categoria busca garantias formais para os funcionários que atuavam nas linhas 11, 12 e 13, as quais foram concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano. Os sindicalistas argumentam que, embora existam promessas verbais, não há instrumentos contratuais que assegurem a estabilidade dos trabalhadores envolvidos no processo de transição.
Por outro lado, o governo do estado de São Paulo sustenta que o processo de realocação está em curso. De acordo com dados oficiais, dos 4.648 funcionários impactados pela concessão, cerca de 1.300 ainda aguardam o remanejamento. A gestão estadual afirma haver compromissos concretos para a manutenção dos vínculos empregatícios de todo o quadro, posicionamento que é contestado pelos representantes sindicais.
Perspectivas para o fim da greve
O cenário de incertezas deve passar por uma nova rodada de negociações nesta quarta-feira (5). Uma audiência de conciliação está agendada para as 12h, reunindo representantes do sindicato, do governo estadual e da CPTM. O objetivo central do encontro é buscar um termo que viabilize o retorno integral das atividades ferroviárias e estabeleça garantias definitivas para os profissionais, encerrando o impasse que tem afetado a rotina de milhares de usuários do transporte público na região metropolitana.













