A Prefeitura de Manaus intensificou, nesta quinta-feira, 3/9, a capacitação de equipes de saúde para a ampliação da oferta da profilaxia da raiva humana na rede municipal. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), visa descentralizar o atendimento, permitindo que mais unidades de saúde realizem o protocolo completo de vacinação e avaliação de pacientes expostos ao vírus.
O treinamento prático ocorreu na Unidade de Saúde da Família (USF) Adalgiza Barbosa de Lima, no bairro Lírio do Vale, zona Oeste da capital. A ação faz parte de um cronograma estratégico conduzido pelo Distrito de Saúde (Disa) Oeste, que busca integrar o serviço em locais que anteriormente não realizavam o procedimento, facilitando o acesso da população ao tratamento preventivo.
Expansão do atendimento na zona Oeste
Com a conclusão da capacitação, a rede municipal passará a contar com 24 unidades aptas a realizar a profilaxia da raiva. Especificamente na zona Oeste, o número de unidades de referência saltará de cinco para oito, abrangendo territórios que antes dependiam de deslocamentos para outras regiões da cidade.
Além da USF Adalgiza Barbosa de Lima, o Disa Oeste incluiu no cronograma de implantação as unidades Santos Dumont, no bairro da Paz, e Ajuricaba, no bairro homônimo. A previsão é que o abastecimento mensal dos imunobiológicos nessas três unidades seja iniciado em 14/9, com a oferta plena do serviço consolidada até o final de setembro.
Protocolos de vacinação e triagem
A enfermeira Giovanna Mendes Maia, chefe em exercício do Núcleo de Imunização do Disa Oeste, ressaltou que o treinamento abrangeu desde a conduta técnica até o registro de dados no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC). O protocolo diferencia esquemas de pré-exposição, voltados a profissionais de risco, como veterinários, e pós-exposição, indicado após agressões por animais.
A triagem é o passo fundamental para determinar a necessidade de vacina e soro. Os profissionais avaliam critérios como o tipo e a localização da lesão, além da possibilidade de observação do animal agressor, que pode incluir cães, gatos, morcegos e outros mamíferos. A raiva é uma encefalite progressiva e aguda, quase sempre letal, que exige intervenção rápida após a exposição.
Benefícios para a comunidade local
A descentralização do serviço é vista como um avanço significativo para a assistência direta ao cidadão. Segundo a enfermeira Jane Barreira Mota, a proximidade da unidade de saúde permite um acompanhamento mais rigoroso da evolução do paciente e dos cuidados necessários com as lesões decorrentes de mordeduras ou arranhaduras.
Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan-Net) revelam a importância da vigilância contínua. Entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 2.669 atendimentos de profilaxia na capital. Para mais detalhes sobre o protocolo, a população pode consultar o Programa de Profilaxia e Controle da Raiva Humana da Semsa.













