Projeção para a Selic em 2026 recua a 13,75% no Focus com queda na inflação

Projeção para a Selic em 2026 recua a 13,75% no Focus com queda na inflação

O mercado financeiro brasileiro apresentou uma mudança importante em suas perspectivas econômicas nesta segunda-feira (3). Pela primeira vez desde março, as instituições financeiras revisaram para baixo a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2026. Segundo o Boletim Focus, documento semanal divulgado pelo Banco Central, a taxa deve encerrar o período em 13,75%.

Ajustes nas projeções da Selic e cenário econômico

A nova estimativa de 13,75% representa uma queda de 0,25 ponto percentual em relação à projeção da semana anterior, que apontava para 14%. Este movimento de recuo nas expectativas não ocorria desde março de 2026, quando a mediana das previsões havia passado de 12,13% para 12%.

Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14,25%, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. Com a nova sinalização do mercado, cresce a expectativa de que o Banco Central promova ao menos um corte na taxa básica até o final do ano. A próxima reunião do colegiado está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.

Estabilidade no crescimento e no câmbio

Enquanto a taxa de juros sofreu alterações, outros indicadores macroeconômicos mantiveram trajetória de estabilidade. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e para o câmbio em 2026 permanecem inalteradas há cinco semanas, situando-se em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente.

Para o ano de 2027, contudo, houve revisões pontuais. A estimativa de crescimento econômico foi ajustada de 1,60% para 1,57%. Já a cotação da moeda norte-americana para o mesmo período passou de R$ 5,29 para R$ 5,28, refletindo um leve otimismo em relação à estabilidade cambial futura.

Controle da inflação como prioridade

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, também apresentou melhora nas projeções. Pela quinta semana consecutiva, o mercado reduziu suas estimativas para 2026, projetando agora um fechamento em 5,03%. Na semana anterior, a expectativa era de 5,12%, e há um mês, o mercado trabalhava com 5,30%.

O Banco Central utiliza a Selic como principal ferramenta para ancorar as expectativas inflacionárias. Quando a autoridade monetária eleva os juros, o crédito torna-se mais caro, desestimulando o consumo e a demanda aquecida. Em contrapartida, a redução da taxa visa baratear o crédito e incentivar a atividade econômica, embora exija cautela para não pressionar os preços ao consumidor.

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