O Ministério da Saúde intensificou o chamamento público para a atualização da caderneta de vacinação em todo o país. A medida ocorre em resposta à detecção de uma cadeia de transmissão ativa de sarampo no estado de São Paulo, que já contabiliza 26 ocorrências confirmadas na região em 2026. A pasta reforça que a imunização é a única forma eficaz de conter o avanço da enfermidade e manter o status de controle da doença no território nacional.
Estratégias de imunização e controle do surto
Atualmente, o Brasil registra 27 casos confirmados de sarampo ao longo de 2026. Deste total, 24 infecções estão diretamente ligadas a um surto iniciado em junho, com maior concentração na capital paulista, além de registros em São Bernardo do Campo e Guarulhos. Outros três casos isolados foram identificados anteriormente em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas já foram encerrados após um período de 12 semanas sem novas notificações.
Para conter a disseminação, o governo federal mantém a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até o dia 1º de setembro. O foco principal é a verificação da situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, garantindo a aplicação da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Esquema vacinal e recomendações por faixa etária
O esquema de rotina estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações prevê duas doses para crianças: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de vida. Para a população de até 29 anos sem comprovação vacinal, o protocolo exige duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. Já para adultos entre 30 e 59 anos, a recomendação atual é a administração de uma dose única.
Em cenários de maior risco epidemiológico, como o observado em municípios paulistas, as autoridades de saúde ampliaram as diretrizes. Nesses locais, crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada dose zero. O Ministério da Saúde esclarece que essa medida é uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses obrigatórias do calendário de rotina.
Histórico recente e status epidemiológico
Apesar da preocupação com os casos recentes, o Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo. Em 2025, o país confirmou 38 casos, todos classificados como importados ou relacionados à importação. Segundo a pasta, essas ocorrências foram prontamente controladas por meio de ações rigorosas de vigilância epidemiológica e bloqueios vacinais.
A manutenção dessas taxas de cobertura vacinal é considerada essencial pelo governo para evitar que o aumento de casos em outros países das Américas impacte a saúde pública brasileira. A recomendação oficial é que a população procure as unidades de saúde para conferir a situação da caderneta, independentemente da idade, dentro da faixa etária de 6 meses a 59 anos.












