Estado do Rio recupera R$ 153 milhões desviados para investir em segurança e controle

Estado do Rio recupera R$ 153 milhões desviados para investir em segurança e controle

O estado do Rio de Janeiro obteve a recuperação de aproximadamente R$ 153 milhões que haviam sido desviados em esquemas de corrupção. O montante, que agora retorna aos cofres públicos, foi viabilizado após uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e a atuação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), que garantiu a liberação dos valores para aplicação imediata.

Destinação dos recursos para segurança e controle estatal

A aplicação dos fundos recuperados foi definida com foco em áreas consideradas estratégicas para a administração pública fluminense. Do total de R$ 153 milhões, a maior parte, correspondente a R$ 114 milhões, será direcionada para o fortalecimento da segurança pública, incluindo a aquisição de veículos blindados para as forças de segurança.

Os R$ 39 milhões restantes foram destinados à Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux, o sucesso na recuperação desses ativos é um reflexo direto da cooperação entre as instituições, visando a proteção do patrimônio público e o benefício direto à sociedade.

Histórico recente de recuperação de ativos

Este resultado integra uma série de vitórias da PGE-RJ na tentativa de reaver verbas perdidas em ilícitos. No início deste mês, o estado conseguiu reaver recursos relacionados a irregularidades que impactaram a saúde pública, valores que estavam sob custódia da Justiça Federal desde 2021. Este episódio marcou um precedente importante, sendo a primeira vez que o estado obteve o levantamento de recursos naquela unidade judicial específica.

Impacto das operações de combate à corrupção

O esforço institucional também tem colhido frutos de investigações de grande escala. Em junho deste ano, a PGE-RJ anunciou a recuperação de R$ 70 milhões, montante proveniente de acordos de delação premiada e de leniência firmados no âmbito da Operação Lava Jato. Esses valores estavam retidos judicialmente desde 2024, reforçando a estratégia do governo em buscar a reparação financeira pelos danos causados ao erário em anos anteriores.

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