Tre-rj desmonta urna eletrônica em demonstração pública de segurança

Tre-rj desmonta urna eletrônica em demonstração pública de segurança

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promoveu, nesta segunda-feira (3), uma demonstração técnica detalhada do funcionamento da urna eletrônica. O evento, realizado para a imprensa e órgãos fiscalizadores, incluiu a desmontagem física do equipamento para expor seus circuitos internos e protocolos de proteção, reforçando o compromisso da instituição com a transparência do processo eleitoral para as eleições de 2026.

A iniciativa integra a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, um esforço institucional para combater a desinformação e consolidar a confiança pública no modelo de votação adotado no Brasil. Em um cenário onde ataques digitais e questionamentos sobre a integridade do pleito se tornaram recorrentes, o tribunal busca reafirmar a robustez técnica do sistema.

Mecanismos de segurança e a integridade da urna eletrônica

Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, detalhou as camadas de proteção que envolvem o equipamento. Segundo o especialista, a urna opera como um sistema isolado, sem qualquer conexão com a internet, o que elimina vetores de ataques remotos. A segurança é garantida por uma combinação de barreiras físicas, como lacres invioláveis produzidos pela Casa da Moeda, e digitais, incluindo assinaturas eletrônicas e biometria.

Kovacs explicou que, no dia da votação, os dados são registrados simultaneamente na memória interna e em mídias externas. Caso ocorra uma falha técnica, o sistema permite a migração segura para uma urna de contingência, assegurando que o processo continue sem perda de votos ou comprometimento da integridade dos registros. O projeto técnico, incluindo o desenvolvimento do software e as especificações do hardware, é de responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral, limitando a atuação de empresas terceirizadas apenas à montagem sob rígida supervisão.

Legitimidade e o combate ao retrocesso eleitoral

O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, classificou a urna eletrônica como o sistema mais testado e inspecionado do país. Em sua fala, o magistrado destacou que o código-fonte do sistema é submetido a auditorias constantes por parte de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades e Forças Armadas, garantindo uma fiscalização ampla e democrática.

Ao abordar questionamentos sobre a possível volta do voto em papel, o secretário Michel Kovacs foi enfático ao defender a tecnologia atual. Ele relembrou que a urna foi introduzida em 1996 justamente para mitigar as fraudes sistemáticas, como rasuras e adulterações em cédulas, que eram comuns no modelo manual. Para o especialista, o retorno ao papel representaria um retrocesso, dada a lentidão da apuração e a vulnerabilidade do método a erros humanos e manipulações intencionais.

Para mais informações sobre o funcionamento dos sistemas, consulte o portal oficial da Agência Brasil.

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