Municípios da chamada tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia recebem uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo. No lado brasileiro, a ação acontece em Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte.
A estratégia, realizada em parceria com os governos locais, busca ampliar a proteção da população diante do avanço da doença nas Américas, incluindo em países vizinhos ao Brasil. A proposta é intensificar a imunização em portos, comunidades ribeirinhas e áreas indígenas.
Ações integradas em portos e aldeias
Equipes de saúde atuam em unidades de atendimento e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais. Também são realizadas visitas domiciliares para alcançar o maior número possível de moradores.
A mobilização conta com o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari, além das Casas de Saúde Indígena. O objetivo é assegurar que populações vulneráveis tenham acesso rápido aos imunizantes.
Esquema especial de vacinação nos municípios
Nos quatro municípios amazonenses envolvidos na ação, todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal anterior.
Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero, que não substitui as aplicações previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses, deve ser seguido o esquema recomendado para cada faixa etária.
Cenário epidemiológico e casos confirmados
O Brasil permanece livre da circulação endêmica da doença desde 2024, após registrar mais de 20 mil casos em 2019. Este ano, o país confirmou dezenas de ocorrências importadas para evitar a reintrodução do vírus.
Parte expressiva dos registros recentes no território nacional está concentrada no Amazonas, especificamente em municípios situados na faixa de fronteira, exigindo vigilância epidemiológica constante e bloqueio vacinal imediato.

















