Aplicativo Pardal registra mais de 51 mil denúncias eleitorais antes do primeiro turno

Aplicativo Pardal registra mais de 51 mil denúncias eleitorais antes do primeiro turno

Às vésperas do primeiro turno das eleições, a Justiça Eleitoral mantém o monitoramento intensivo sobre irregularidades na propaganda política. Até o momento, o aplicativo Pardal, ferramenta oficial desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contabilizou 51.395 notificações enviadas por cidadãos de todo o país. O sistema funciona como um canal direto de fiscalização para garantir a lisura do pleito.

Funcionamento e abrangência do Pardal

Com uma trajetória de 10 anos, o Pardal consolidou-se como o principal mecanismo de recebimento de ocorrências eleitorais. A plataforma permite que qualquer eleitor reporte suspeitas de crimes ou infrações, como compra de votos, uso indevido da máquina pública, abuso de poder econômico ou político e violações nos meios de comunicação.

O acesso à ferramenta exige autenticação via login do e-Título, garantindo a identificação do usuário enquanto assegura o sigilo absoluto de sua identidade perante os denunciados. Para que a apuração seja eficaz, é fundamental que o denunciante forneça detalhes precisos sobre o local, descrição do fato e evidências como fotos, vídeos, áudios ou links.

Principais irregularidades reportadas

Os dados coletados pelo TSE revelam que a maior parte das notificações, totalizando 43,78% dos registros, refere-se à propaganda irregular em vias públicas. O descumprimento das normas de padronização visual em espaços abertos lidera o ranking de queixas recebidas pela Justiça Eleitoral.

Outro ponto de atenção são as irregularidades em propriedades particulares, que representam 11,94% das denúncias. Entre os casos frequentes estão pinturas de muros que não respeitam as dimensões permitidas e a instalação de publicidade em bens públicos, prática vedada pela legislação, salvo em situações excepcionais devidamente autorizadas pelo Judiciário.

Canais complementares de fiscalização

Embora o Pardal seja a principal via de denúncia, o ecossistema de fiscalização eleitoral conta com outros braços institucionais. Quando a demanda não se enquadra nas categorias do aplicativo, o usuário é redirecionado para órgãos competentes, como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

O encerramento do período de propaganda eleitoral gratuita, comícios e debates no rádio e na TV, ocorrido nesta quinta-feira (1º), marca a fase final de preparação para o dia da votação. A Justiça Eleitoral reforça que a participação popular no envio de alertas é um elemento essencial para o equilíbrio da disputa nas urnas.

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