Festival Favela Gourmet impulsiona gastronomia e turismo nas comunidades do Rio

Festival Favela Gourmet impulsiona gastronomia e turismo nas comunidades do Rio

A segunda edição do festival Favela Gourmet teve início nesta sexta-feira (4), consolidando-se como um importante motor de desenvolvimento econômico e cultural nas comunidades da Rocinha e do Vidigal, localizadas na zona sul do Rio de Janeiro. O evento, que se estende até o próximo dia 11, reúne cerca de 40 bares, restaurantes e lanchonetes locais, com a expectativa de atrair aproximadamente 5 mil visitantes ao longo da programação.

Expansão e fomento ao ecossistema empreendedor

O projeto, idealizado pelo empreendedor Renan Monteiro, integra a iniciativa Na Favela Turismo e busca dar visibilidade a negócios de diferentes portes. Em comparação com a edição de 2025, que contou com 14 estabelecimentos participantes, o crescimento reflete o potencial gastronômico da região e o desejo de incluir pequenos empreendedores no circuito turístico oficial da cidade.

Para fortalecer a rede de negócios, os participantes recebem consultoria técnica do Sebrae Rio, visando a ampliação da capacidade produtiva e a profissionalização da gestão. Segundo Renan Monteiro, a gastronomia atua como uma porta de entrada para que turistas e moradores explorem as comunidades sob uma nova perspectiva, gerando encontros que transcendem o consumo imediato.

Premiações e incentivo ao turismo local

A estrutura de premiação foi reformulada para esta edição, passando a contemplar sete vencedores em vez de três. As categorias incluem melhor prato principal, melhor bebida, restaurante revelação e, de forma inédita, o reconhecimento para guias turísticos que se destacarem durante o evento.

Os critérios de avaliação para os guias focam no volume de visitantes levados aos estabelecimentos e na diversidade de locais visitados durante o circuito. A premiação total será distribuída entre os mais votados, com valores que variam conforme a categoria, incentivando a circulação de público pelos pontos gastronômicos participantes.

Histórias de superação na culinária comunitária

O impacto do festival é ilustrado por trajetórias como a de Verônica Batista de Oliveira, moradora do Vidigal e proprietária da cafeteria Flor de Baunilha. Premiada na edição anterior com pratos de café da manhã, ela transformou uma transição de carreira, iniciada após uma demissão, em um empreendimento consolidado que hoje atrai clientes pela qualidade e pelo ambiente acolhedor.

O negócio de Verônica, que começou com a produção caseira de doces, expandiu-se durante a pandemia e hoje se diferencia pelo atendimento personalizado. Histórias como a dela reforçam o objetivo do evento, que registrou um aumento de 35% no movimento dos estabelecimentos participantes em sua estreia, além de um engajamento expressivo nas redes sociais, conforme dados da Agência Brasil.

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