Greve de professores paralisa escolas particulares no Rio de Janeiro

Greve de professores paralisa escolas particulares no Rio de Janeiro

Professores da rede particular de ensino do Rio de Janeiro deflagraram uma greve de 24 horas nesta quarta-feira (2). A paralisação, que mobilizou cerca de 1 mil profissionais segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), busca pressionar as instituições por reajustes salariais e melhores condições de trabalho, após rodadas de negociação que não resultaram em acordo.

O movimento culminou em um ato público realizado no Largo do Machado, localizado no bairro Catete, zona sul da capital fluminense. A decisão pela interrupção das atividades foi formalizada em assembleia realizada no último sábado (29), refletindo o descontentamento da categoria diante da estagnação das tratativas com o patronato.

Pautas e reivindicações da categoria

A pauta de exigências dos docentes é extensa e foca na adequação da realidade profissional às novas demandas do setor educacional. Entre os pontos centrais, os professores solicitam um reajuste salarial de, no mínimo, 5,5%, além da implementação de gratificações por aprimoramento acadêmico e a equiparação salarial entre os profissionais que atuam na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

Outro ponto crítico da negociação é o pagamento da hora-atividade. De acordo com o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, a carga de trabalho fora da sala de aula cresceu significativamente, especialmente após a pandemia. O uso constante de plataformas digitais, a adaptação de materiais didáticos e a demanda por disponibilidade virtual transformaram a rotina dos docentes, que relatam trabalhar diariamente sem intervalos adequados.

Impactos da rotina e saúde mental

O debate sobre a precarização do trabalho docente ganha contornos de urgência ao abordar a saúde mental dos profissionais. Segundo o sindicato, o modelo atual de trabalho, descrito como uma escala de sete dias por zero, tem levado a um aumento preocupante no número de afastamentos médicos por transtornos psicológicos. A falta de reconhecimento financeiro pelas tarefas executadas fora do ambiente escolar é apontada como um dos principais fatores de estresse.

A categoria argumenta que a remuneração por essas horas extras pedagógicas é uma medida necessária para equilibrar a carga de trabalho e garantir a sustentabilidade da carreira docente. Enquanto o Sinpro-Rio mantém a pressão por avanços, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) optou por não se manifestar sobre as reivindicações apresentadas neste momento. Mais informações sobre o cenário educacional podem ser acompanhadas pelo portal oficial da Agência Brasil.

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