Moraes solicita parecer da PGR sobre recurso contra restrição de visitas a Bolsonaro

Moraes solicita parecer da PGR sobre recurso contra restrição de visitas a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente seu posicionamento oficial. A solicitação refere-se ao recurso interposto pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que contesta a decisão judicial de suspender, por 30 dias, o recebimento de visitas durante o cumprimento de sua pena em regime de prisão domiciliar.

Origem da restrição e desdobramentos jurídicos

A determinação de restringir as visitas foi imposta por Alexandre de Moraes no mês passado. A medida foi motivada pela divulgação, nas redes sociais, de uma carta escrita pelo ex-presidente, a qual foi publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O magistrado reforçou que Jair Bolsonaro permanece sob restrição de uso de ferramentas de internet, inclusive quando a comunicação ocorre por intermédio de terceiros.

Além da suspensão temporária das visitas, o ministro determinou que o ex-presidente está proibido de receber visitas com qualquer finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro. A decisão veta, da mesma forma, a divulgação de manifestos de cunho político por parte do condenado, independentemente do canal ou do intermediário utilizado para a propagação das mensagens.

Argumentos da defesa e contexto da condenação

No recurso protocolado junto ao Supremo Tribunal Federal, a defesa de Jair Bolsonaro sustenta que as restrições impostas ferem direitos fundamentais. Os advogados argumentam que o ex-presidente não pode ter suas liberdades de pensamento e de manifestação de ideias tolhidas em decorrência de sua condição de condenado.

O histórico jurídico do caso remonta ao ano passado, quando Jair Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de reclusão, sob acusação de envolvimento em uma trama golpista. Após a sentença, o ex-presidente obteve o direito de converter a reclusão em prisão domiciliar, medida concedida para permitir sua recuperação após passar por uma cirurgia e enfrentar um quadro de pneumonia bacteriana.

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