A corrida eleitoral de 2026 ganhou novo fôlego nesta segunda-feira (31), com os postulantes ao Palácio do Planalto percorrendo capitais estratégicas para consolidar bases e dialogar com diferentes setores da sociedade. Entre entrevistas, sabatinas e encontros com trabalhadores, a agenda dos candidatos refletiu as prioridades de cada chapa, variando entre o debate econômico, a defesa de empresas estatais e a resposta a decisões judiciais recentes.
As atividades concentraram-se majoritariamente em polos urbanos como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Enquanto alguns nomes focaram em agendas de rua e contato direto com apoiadores, outros priorizaram a exposição na mídia e reuniões técnicas com representantes da indústria e do setor automotivo, buscando angariar apoio do empresariado nacional.
Propostas econômicas e o futuro dos empreendedores
O debate sobre o modelo de desenvolvimento nacional esteve no centro das discussões. Em Curitiba, Augusto Cury (Avante) defendeu uma mudança estrutural, argumentando que o Brasil deve priorizar a agregação de valor aos seus produtos. O candidato enfatizou a necessidade de ampliar o acesso ao crédito para pequenos negócios, propondo que o país deixe de ser visto apenas como um exportador de commodities.
Em São Paulo, Ronaldo Caiado (PSD) manteve uma linha voltada ao setor produtivo. Durante reuniões com a Anfavea e o SindusCon-SP, o candidato abordou a viabilidade das empresas diante de mudanças nas jornadas de trabalho. Caiado ressaltou que o foco de sua gestão será garantir a sustentabilidade do comércio e da indústria, evitando medidas que possam gerar colapso nos setores.
Defesa de estatais e diálogo com categorias
A pauta das empresas públicas também marcou o dia de campanha. Em Porto Alegre, Hertz Dias (PSTU) realizou panfletagem junto aos trabalhadores dos Correios. O candidato reiterou sua oposição frontal a qualquer processo de privatização da estatal, classificando a empresa como um patrimônio estratégico para a integração nacional e a prestação de serviços essenciais em regiões remotas do território brasileiro.
Outros candidatos optaram por agendas de proximidade. Romeu Zema (Novo) esteve em Curitiba para encontros com apoiadores e grupos ligados à Lava Jato, além de realizar reuniões com moradores locais para debater o combate à corrupção. Já Clariana Barão (Democracia Cristã) cumpriu agenda de rádio no Rio Grande do Sul, enquanto Wilson Grassi (Democrata) dedicou o dia a reuniões internas e gravações para o marketing de sua campanha.
Embates jurídicos e a rotina da campanha eleitoral
O cenário jurídico também impactou o cronograma dos presidenciáveis. Renan Santos (Missão) convocou uma coletiva de imprensa após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu sua propaganda eleitoral. O candidato classificou a medida como uma inflexão autoritária e afirmou que sua equipe jurídica recorrerá da decisão para retomar a comunicação oficial da chapa.
É importante notar que nem todos os candidatos tiveram compromissos públicos nesta data. Nomes como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Edmilson Costa (PCB), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram agendas oficiais. A cobertura completa das movimentações pode ser acompanhada através da Agência Brasil, que monitora o rodízio diário das atividades de cada postulante.











