Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo

Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta terça-feira (1º) com um desempenho robusto, ignorando as turbulências externas e a cautela com o cenário macroeconômico doméstico. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou alta de 1,3%, alcançando 179.722,48 pontos. Este resultado marca o maior nível de fechamento do indicador em quase quatro meses, superando a barreira dos 181 mil pontos durante a sessão.

Valorização do petróleo impulsiona o Ibovespa

O principal motor da alta na bolsa brasileira foi o setor de energia, diretamente beneficiado pelo salto nas cotações internacionais do petróleo. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, com foco no Estreito de Ormuz, gerou temores sobre a oferta global da commodity, elevando os preços do barril.

O petróleo tipo Brent, referência internacional, subiu 4,6%, encerrando o dia a US$ 94,65. Já o petróleo WTI, do Texas, avançou 5,2%, cotado a US$ 90,22. Esse cenário favoreceu as ações da Petrobras, que registraram valorização de 4,11% nos papéis preferenciais e 4,14% nos ordinários, consolidando-se como o principal destaque do dia na B3.

Desempenho cambial e o cenário da Selic

No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou trajetória de queda, fechando o dia cotado a R$ 5,153, uma redução de 0,54%. Embora a moeda tenha operado em alta no início do pregão, reagindo à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a pressão vendedora prevaleceu ao longo da tarde, acompanhando o movimento de outras moedas de países emergentes.

O dado do PIB, que apontou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre, reforçou a percepção de desaceleração econômica. Esse cenário alimenta a expectativa de que o Banco Central possa intensificar o ciclo de cortes na Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. A perspectiva de juros menores, embora reduza a atratividade para o capital estrangeiro, não impediu a valorização dos ativos brasileiros nesta terça-feira.

Contexto de mercado e produção nacional

Apesar do otimismo no pregão local, o cenário internacional apresentou sinais de pessimismo, com as bolsas de Wall Street operando em queda. O índice S&P 500, por exemplo, terminou o dia com recuo de 0,71%, pressionado pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.

Internamente, o setor de petróleo também foi destaque devido ao recorde de produção nacional, que atingiu 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, a Petrobras anunciou um reajuste de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação, refletindo a dinâmica de custos da companhia.

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